Tiraram dinheiro dali e daqui, pegaram umas férias no trampo, mataram um mucado de aulas. Afinaram os instrumentos. Colocaram as cordas, os pratos, a filmadora e a sunga na mala. Fizeram o roteiro: oito cidades em dez dias. Passagem na mão. Ufa! Lá vão eles.
Era uma vez o comandante Célio. Ele era dimais! Além de detectar um vazamento de combustível antes da decolagem do avião dos meninos em Belo Horizonte, ele fez uma belíssima aterrisagem sob forte chuva em Salvador. =]
Era uma vez, um cara que toca numa banda chamada “Os Barcos” e foi ao Viela Cebo Café especialmente para trabalhar como técnico de som da banda Monograma. Mais do que isso, ele ainda emprestou um ampli de guitarra para os meninos fazerem o show e não bastasse, distribuiu simpatia e sorrisos a noite toda. Era uma vez Vitória da Conquista e todas as pessoas que saíram de casa naquela noite de frio e chuva para ver uma banda de Minas Gerais tocar.
Era uma vez o “Sô Zé” que vendia chapéus na beira da estrada. Por algum motivo que nem os meninos conseguem explicar, todos eles compraram baratinho, um chapéu na mão do “Sô Zé”. Ele ficou feliz, e os chapéus acabaram virando marca registrada nas fotos da turnê daquela turma.
Era uma vez, o passador de som do Festival Feira Noize, que adorou o som da banda dos meninos e criticou, com o sotaque típico da Bahia e de forma muito engraçada, a música de massa produzida por lá.
Era uma vez o abacaxi mais doce do mundo, a banana mais doce do mundo, a água de coco mais doce do mundo e o vendedor de beira de estrada mais sangue bom do mundo.
Era uma vez um torcedor fanático do Bahia. Ele mora em Aracajú e teve a má sorte de ter que fazer o atendimento de uma banda que veio de Minas, bem na hora do jogo do seu time. Em meio ao sanduiche, ou à condução da sua moto para guiar a banda, ele não se exaltava em parar o que estava fazendo, para atender ao telefone e saber notícias do jogo. Ficou feliz, seu time ganhou bonito naquela noite. Foi ele que cedeu sua casa para a banda dormir.
Era uma vez uma senhora que mora no Conjunto Marback, em Salvador. Juntamente com seu filho, fez de sua casa um centro cultural que leva o seu nome. Uma vez por mês essa senhora e seu filho fazem um evento. Em Novembro foi a vez da banda dos meninos e de uma banda de Pernambuco tocarem lá. Ela fez comida e ofereceu estadia para os artistas. Trabalhou muito vendendo cervejas, mas quem passou por lá duvida que alguém se divertiu mais do que ela na festa.
Era uma vez um guitarrista e um vocalista de uma banda de ska lá de Maceió. Os meninos da banda de Minas não entenderam bem porque, mas mesmo sem conhecerem direito os caras, esses nordestinos cederam casa, chinelo, carro, comida e uma companhia pra lá de agradável pra eles durante dois dias... Era uma vez as praias, os repentistas, a água de coco e o cara que lavava os pés de quem estivesse indo embora.
Era uma vez uma praça, no interior de Alagoas. Nela tinha uma concha acústica, de dar inveja a muita capital por aí. Era uma vez, a galera do interior nordestino: alegre, receptiva, calorosa e muito boa de golo. Era uma vez a roda de teclado e violão e a embriaguez.
Era uma vez duas espanholas que estudam em Maceió e foram passar uns dias em João Pessoa. Era uma vez um cruzeirense que mora em João Pessoa e cedeu casa, violão, baixo e a piscina para esses meninos da banda descansar e relaxar.
Era uma vez um casal de produtores culturais que moram em Natal. Basicamente, foi por causa deles que isso tudo aconteceu. Muita história pra contar, muito sorriso no rosto e paisagens maravilhosas, vistas de dentro do carro. E era uma vez uma vez um frango ao molho de cerveja preta, com batata palha e arroz soltinho, de dar inveja a muita cozinheira mineira.
Era ma vez, os caras maus: os vilões desse conto de fadas. No lugar onde seria o último show, os caras maus deram um safári nas mochilas dos meninos. E este texto está longo, sem vídeo e fotos, por que na mochila estavam toda a produção audio-visual do conto de fadas, além de outras coisas. Foi um grande azar, uma pena.
Era uma vez um casal formado por um mineiro e uma paraibana, que não conseguiram ir em dois, dos shows que os meninos fizeram durante esse período, e que por isso fizeram um texto que é muito mais que um texto, (comentário da Naíza, nesse post) mas sim uma homenagem à banda, um incentivo ao trabalho e principalmente: uma ferramenta que ajudou a todos a perceber, depois de tudo, o quanto foi valoroso e enriquecedor conhecer tantas pessoas bacanas, tantos lugares, tantas estradas e espalhar o som por tantos lugares diferentes!
Era uma vez as namoradas, o aniversário, o bigode, uma caixinha, brigadeiros e um final feliz!
A banda Monograma agradece de coração, a cada pessoa que mesmo minimamente, fez parte dessa história. Na memória estão os vídeos e as fotos que jamais esqueceremos!

Oxe, que armada! Mas olhe, esse texto foi mais "audiovisual" que os que tiveram várias fotos e vídeos, viu? Adorei "Sô Zé", aqui tem um bucado! hAUSHas E a senhora do Marback me lembrou um vendedor de tabuleiro que tem uma dancinha peculiar e se diverte mais q td mundo nos shows. Depois de tanta história, os HDs cerebrais de vcs vão funcionar bem pra sempre. Enfim, no final foi como todo conto de fadas deve ser: feliz.
ResponderExcluirAliás, eu percebi que teve mesmo essa falha no meu comentário. O final foi triste, aí eu pensei: se foi triste, então não terminou. Agora eu sinto muito informá-los que vcs vão TERQ voltar aqui, preu ir no show, ó. Pena... XD
Sucesso e muito mais histórias pra vcs! ;]
Hurruu!!!! Valeu por ter vindo, moçada! Sei o qt essa atitude significa! Só falta, agora, escrever esse livro hehehe... Sucesso!
ResponderExcluirIrmão Carlos
Que inveeeeejaaaaa!!
ResponderExcluirParabéns amigos!
abraços!
Ooooooooh esse texto é muito mais imaginativo gente! O que são as fotos e os vídeos aos pés de tantas palavras bem escolhidas!! Amei ter visto vocês aqui em Vit. da Conquista. VENHAM DE NOVO!!!
ResponderExcluirBeijos da Rebeca (@Habiie_)
Poxa galera q tenso eim :/ mas faz parte da nossa triste realidade os vilões da historia! e com certeza o mais importante ficou q foi a lembrança de cada um q teve o prazer de conhecer o trab de vcs, e vcs de terem conhecido uma das melhores partes do nosso Brasil q é o Nordeste... Nossa cidade esta de portas abertas pra vcs sempre... abração Netto F. "D'Os Barcos"
ResponderExcluir